Na análise lacaniana você fala, é genuinamente escutada(o) e, no processo, pode descobrir o que não sabia sobre si.
Atendimentos presenciais em Limeira-SP e online para qualquer localidade.
A análise é uma travessia. Nela, você pode criar um outro jeito de viver onde o desejo é o que te move, a falta pode ser sustentada e o sofrimento pode ser diferente!
Sou Vitória Belineli, psicanalista lacaniana e psicóloga - CRP 06/215259. Atendo bebês e crianças exclusivamente de forma presencial, mas os adolescentes e adultos também podem ser atendidos de forma online, seja no Brasil ou no exterior.
O que diferencia a psicanálise de outros processos é o objeto de trabalho: o inconsciente. Eu escuto o seu inconsciente! As mudanças comportamentais são efeitos colaterais de uma mudança que acontece em outro nível, um mais profundo, e é a partir do surgimento desse tal inconsciente e da fala que é possível começar a fazer algo diferente com o próprio sofrimento.
Para pessoas que moram em Limeira-SP ou regiões próximas. O atendimento acontece de forma semanal lá no consultório, um ambiete confortável, acolhedor e sigiloso. Ideal para quem prefere o contato cara a cara e que está buscando interações para além das telas.
Atendimento Online
A análise não exige um divã físico. O encontro acontece através de uma plataforma com o mesmo rigor e sigilo do atendimento presencial. A praticidade é ideal para quem mora longe ou tem uma rotina corrida. Um lembrete: nesse formato é preciso ter um local tranquilo para falar sem interrupções.
Bebês e Crianças
Aqui duas coisas são importantes: os atendimentos são sempre presenciais e a participação dos responsáveis é fundamental, seja em todos os atendimentos (bebês) ou em algumas sessões (crianças). O trabalho com os pequenos é feito sempre de forma lúdica a partir de brincadeiras e desenhos, por exemplo.
Dar início
Algo te trouxe até aqui.
A psicanálise pode ser uma outra via pela qual você pode inventar um jeito mais leve de viver.
Entre em contato para agendarmos uma conversa, nos conhecermos.
Eu fico pensando que essa história de achar um equilíbrio na vida é tipo uma pista escorregadia. Dá pra cair de boca no chão muito fácil. Isso porque, na maior parte das vezes, o sentido de equilíbrio é um ponto no meio. Entre o 0 e o 10, estar no 5. O dedo que falta – se contarmos na mão começando do 0, pois não está nem em uma mão e nem na outra. Está exatamente no meio. Em alguns atendimentos, depois de certo tempo, costumo responder “entre 8 e 80 tem infinitos números” para os pacientes que usam essa expressão famosa do “ou 8 ou 80” durante as sessões. Claro que perdi a conta de quantas vezes já ouvi isso dentro e fora do consultório, mas me chama a atenção o fato de ser usada com tanta frequência para designar que ali, entre o 8 e o 80, tem sim um ponto que é exatamente o meio e que é ali que o Equilíbrio mora. Quase como se fosse o endereço fixo de um fulano.
Eu vou tocar num assunto que, particularmente, julgo batido. Toco nele, apesar dessa ressalva, porque por um não-sei-que-lá ainda me incomoda muito. Eu sei, eu sei, vão me dizer que é um “modo de falar” ou então só uma “expressão besta” que as pessoas usam para postar coisinhas nas redes sociais. Tá. Mas me recuso a achar isso ok: famosa coisa da terapia em dia. Sinto que perdi 3 meses de vida só de digitar isso. O que é que significa estar com a terapia em dia? mais incômoda ainda a coisa fica quando essa frase vem acompanhada de outra: estou medicada(o). Aqui se foram cerca de 6-7 meses de vida minha, tá?
Tenho pensado sobre não saber. Tenho pensado que não sei e que não sei de muita coisa. Não é como se eu já não soubesse que não sei de muita coisa, mas é que tem uma diferença entre saber que não se sabe e pensar sobre o não saber que, de fato, não se sabe. E eu tenho pensado sobre o não saber e sobre o fato de que eu, em primeira pessoa, digo, não sei. Talvez seja a partir daqui, desse lugar que agora pensando nele, me parece meio como que um círculo desenhado de giz no chão em que eu fico dentro com medo de sair porque parece que fora do giz não posso ficar, como se fosse uma brincadeira de educação física de escola infantil – acho que deve ter um nome essa brincadeira ou algo que parece com isso, sei lá – talvez a partir desse lugar de círculo de giz é que eu inicio esse espaço. Acho que escrevi mal. Talvez dentro do círculo, na verdade, é o lugar em que eu sei. Me dá um medo de altura só de imaginar o quão longe do chão esse círculo pequeno está e o quão difícil é ficar ali encolhida torcendo pra não cair e me esborrachar no chão! É isso. Acho que disso eu sei: o círculo é esse lugar, não o outro, o primeiro que disse, pois vi que estava errada. Que difícil isso. Mas, apesar de ser difícil, o isso, eu me lembro de que é só giz desenhado no chão e que eu posso levantar sem medo de cair, pisar para fora sem medo de morrer, circular lá e cá mesmo sem saber. Não disse que é fácil! Se você aí pensou que escrevi tudo isso para no final dizer que é fácil, você, assim como eu, não sabe tanto assim como talvez imagine que sabe. Não é fácil. Mas não precisa ser tão difícil. Inclusive, um viva para Cláudia! que me convoca de outro lugar para que eu me veja no chão, dentro de um desenho e para que, como quem descobre algo novo, mas que na verdade já sabia, dizer “eureka!!”, me levantar e caminhar. Um viva para quem sustenta esse lugar dificílimo de não saber diante de tanta gente diferente e escuta. Um viva para as psicanalistas!